segunda-feira, 23 de maio de 2011

uma questão de confiança,

é um livro que li, já à imenso tempo e embora, na minha opinião, o conteúdo literário não se remeta ao título, é deste mesmo que aqui venho falar, hoje.
A semana passada foi complicada. Enquanto apanhava um autocarro para casa do meu mais que tudo, ou douradinho como eu gosto de chamar, uma enorme onda de nostalgia abraçou-me, fazendo com que me distanciasse do mundo, ignorando profundamente a conversa que o motorista do autocarro tentava manter com a minha pessoa, que se limitava a responder com frases feitas e uns "pois", "claro, compreendo". Quando nos sentimos assim, nostálgicos, temos tendência a abordar os assuntos que mais nos inquietam, as coisas mais importantes, os momentos mais marcantes.
Pois assim sendo, a minha cabeça e o meu coração retrocederam uns bons meses, levando-me a uma noite de Agosto, a um banco de pedra, ao lado de um castelo com centenas de anos. Lembro-me de perguntar: "Confias em mim?". Chamem-me antiquada, as relaçoes que mantenho com as pessoas baseiam-se na confiança que nutro por cada uma. Não tenho por hábito perguntar a outros se confiam em mim, aliás, pouco me importa a não ser que sejam pessoas com um papel fundamental na minha vida. "A confiança ganha-se com o tempo"- disse ele - "mas sim, tendo em conta aquilo que conheço de ti, d nós, sim, confio em ti, até ao ponto que acho possível". Naquele momento o meu coração saltou como no dia no nosso primeiro beijo. Foi ali que percebi que confiava mais nele do que em pessoas que conhecia à anos, foi ali, no meio daquele floresta com um precipic, que me senti segura. Prometi a mim mesma, que ja mais o deixaria fugir por entre os dedos.

(não está bonito, nem tem de estar, está sincero)

2 comentários:

Anónimo disse...

é verdade, a confiança está acima de tudo! Sem confiança plena, nenhuma relação sobrevive! E é tão bom sentir-nos seguros e confiantes :) Com a confiança, não há barreiras intransponíveis!

Diana Espinheira

Ricardo Peixoto disse...

Impossibilitado de deixar de sentir um "frezim" de emoções recordadas e principalmente vividas contigo, ao ler tamanho testemunho de vida, gostaria tambem de deixar a minha palavra.

Se quisesse organizar a minha vida por títulos, nomeava esse dia de Agosto como: "A condição indispensável", porque a confiança é a base sobre a qual se assentará todo o relacionamento humano, pelo menos o positivo.
É uma condição indespensável para que se constitua um laço afectivo para além daquele formado com base no mero interesse.
É essa capacidade de identificação que define a nossa relação e que nos permite, sairmos de dentro de cada um de nós e sentir como se fora o outro.