para o dia mais bonito do ano!
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
uma questão de confiança,
é um livro que li, já à imenso tempo e embora, na minha opinião, o conteúdo literário não se remeta ao título, é deste mesmo que aqui venho falar, hoje.
A semana passada foi complicada. Enquanto apanhava um autocarro para casa do meu mais que tudo, ou douradinho como eu gosto de chamar, uma enorme onda de nostalgia abraçou-me, fazendo com que me distanciasse do mundo, ignorando profundamente a conversa que o motorista do autocarro tentava manter com a minha pessoa, que se limitava a responder com frases feitas e uns "pois", "claro, compreendo". Quando nos sentimos assim, nostálgicos, temos tendência a abordar os assuntos que mais nos inquietam, as coisas mais importantes, os momentos mais marcantes.
Pois assim sendo, a minha cabeça e o meu coração retrocederam uns bons meses, levando-me a uma noite de Agosto, a um banco de pedra, ao lado de um castelo com centenas de anos. Lembro-me de perguntar: "Confias em mim?". Chamem-me antiquada, as relaçoes que mantenho com as pessoas baseiam-se na confiança que nutro por cada uma. Não tenho por hábito perguntar a outros se confiam em mim, aliás, pouco me importa a não ser que sejam pessoas com um papel fundamental na minha vida. "A confiança ganha-se com o tempo"- disse ele - "mas sim, tendo em conta aquilo que conheço de ti, d nós, sim, confio em ti, até ao ponto que acho possível". Naquele momento o meu coração saltou como no dia no nosso primeiro beijo. Foi ali que percebi que confiava mais nele do que em pessoas que conhecia à anos, foi ali, no meio daquele floresta com um precipic, que me senti segura. Prometi a mim mesma, que ja mais o deixaria fugir por entre os dedos.
(não está bonito, nem tem de estar, está sincero)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sunshine,
- Say I'm a bird...
-No!
-Say I'm a bird!
- Ok ok, you're a bird!
- Ok ok, you're a bird!
- Now, say you're a bird.
- If you're a bird, I'm a bird.
- If you're a bird, I'm a bird.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
sempre que,
me despeço de ti sinto, um aperto na garganta e outro no estômago. Uma dor, mesmo abaixo da nuca e ás vezes, sem querer ser dramática, dá-me vontade de te abraçar com as lágrimas nos olhos e suplicar-te para ficares comigo.
Hoje foi um bocadinho assim.
Não me lembro da ultima vez que me senti com tantas saudades tuas como hoje, depois de um beijo e uma volta à chave na porta.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
devia,
estar a praticar a minha apresentação de português, mas no meio de tantos heterónimos, personagens imaginárias e metáforas sentia-me a sufocar. Saltei para o sofá e apoiei o portátil nas minhas pernas que outrora estiveram apoiadas nos teus joelhos. Revejo as fotografias de sábado à noite e encontro uma que me faz pensar, uma entre tantas reconheço, mas esta saltou-me especialmente à vista e ao coração. Estou apoiada no teu peito, com as mãos na tua gravata. A minha sombra dourada e os brilhantes que espalhei para ombros, estão em perfeita simbiose, assim como o relógio preto que se destaca e contrasta contigo. Estás com um blazer preto, nesta altura já com demasiados brilhantes para que não se notem os pontos fluorescentes, com uma camisa branca que curiosamente, tem uma afinidade de cem por cento com o teu sorriso. Mordes-me o ombro, com a tua delicadeza de sempre e é aqui que sorrio e afirmo, talvez pela milésima vez: "Encontrámo-nos no meio de milhões de pessoas. Vês bem a sorte que temos?"
As minhas bochechas de boneca coram suavemente, e a minha barriga transforma-se numa gaiola de borboletas (meu deus, estou melhor que fernando pessoa nas metáforas).
O telemóvel toca e corta-me a linha de pensamento, vou beber um café e arranjar-me para sair de casa. Estou com uma vontade enorme de te abraçar, mais do que isso, estou com uma vontade enorme de te sussurrar bem perto do ouvido, as palavras libertadas pelo meu coração a cada diástole.
| Fotografia por Daniela Almeida |
sábado, 8 de janeiro de 2011
domingo, 7 de novembro de 2010
7, sete, seven, sept, sette, sedm
Um, dois, três.
Nunca fui fã de amores de filme. Embora seja o típico estereotipo de princesa, e que fique registado que odeio estereotipagem, os romances colaterais sempre me pareceram filmes de terror.
É claro que, como qualquer menina, sonhei com um romance feito à minha medida.
Hoje, mais que um sonho, posso-me vangloriar de uma realidade nunca antes imaginada. De um coração cheio de coisas bonitas, e de sentimentos que podem fazer o mundo girar ao contrário.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
puzzle completo
Conheceste-me na pior fase da minha vida, acredites ou não. Nunca soube exteriorizar sentimentos e emoções, especialmente quando estes me deixam mais frágil ou vulnerável. Pois bem, tinha o coração em pedaços e a cada dia tentava sozinha reparar tudo, peça por peça. Nunca pensei que fosse tão difícil manter intacto algo que é meu desde sempre. Tornei-me anti-afecto por opção. E estava bem, era verão e o próprio meio guiava-me diariamente para a boa disposição, era feliz, à minha maneira, sozinha, mas feliz.
Depois chegaste tu. Tornaste-te cada vez mais presente devido ás circunstâncias e a partir de um dos nossos olhares de "vá, quero ver-te a responder a esta!", senti o puzzle que estava em stand-by dentro do meu peito, semi-completo. Lembro-me de tremer. E tu lembras-te deste dia, só não sabes.
Tens dito que ando estranha, cansada. É verdade, e ultimamente tenho revivido, mesmo que só na minha cabeça, todos os nossos pequenos momentos. Lembras-te da primeira vez que me deste a mão, da tua pulseira no meu pulso, do nosso primeiro beijo? Do nosso último dia de praia, da nossa primeira discussão e do dia 7 de Agosto, lembras-te desse como eu? Sou sincera, foi a primeira vez que gravei todos os momentos/sentimentos/reacções na minha pele. Talvez não fosse assim tão anti-afecto. Apercebi-me ultimamente, mas mesmo à pouco tempo, que já não sei viver sem ti. E é de viver que falo. Pode parecer exagerado, e sabes bem que nunca fui apologista destes amores colaterais, mas é mesmo assim. Disse-te que não sabia quantificar sentimentos, e continuo a não saber fazer tal coisa, mas sei que o que sinto, é novo, todos os dias, mais intenso. Tudo, de alguma forma, depende de ti.
Se isso me assusta? Já não.
Não sou anti-afecto, não uso máscaras, gosto de café, gosto de canela, de gaivotas, do pôr do sol e de me sentar no cais contigo. Gosto de falar de um futuro próximo em que te incluís, das nossas viagens, dos nossos sonhos e dos nossos medos. Não sou perfeita, nem tenho essa pretensão. Mas tu também não. No entanto, sinto que me juntos somos um, e diz-me, quantas pessoas se pode vangloriar disso?
Há coisas que sinto que te devia dizer, mas quando o coração bate a um ritmo desconcertante é difícil abri-lo, por mais que o mereças. Isto e muito mais, achei que te devia dizer hoje, olhos nos olhos, mas submeti-me ao meu subconsciente.
domingo, 17 de outubro de 2010
pôr do sol
Tu podias ser eu, se fosse rapaz e tivesse nascido há vinte anos. E eu também podia ser tu, porque gosto e sofro da mesma forma, porque tenho os olhos quase da mesma cor e corpo quase com o mesmo peso e um coração igual, tirado a fotocópia, com aurículas e ventrículos como todos os outros, mas um bocadinho maior do que é habitual. Isto sou eu a imaginar, porque nunca vi não há radiografas ao coração e se houver, tenho medo de as ver, pode ser que o médico nos diga – a ti ou a mim, tanto faz – que temos um coração tão grande que um dia pode rebentar no peito e não dava jeito nenhum, pois não?
(some similarities with the real world, are(n't) just pure coincidences ♥)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
I promise
I will do everything to see the smile that you showed me today. It’s equal to the one that I fall in love with.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
matemáticas
1+1=1
Tirei a cabeça do meio dos livros de biologia durante cinco minutos para dar aqui um saltinho e demonstrar o meu talento na matemática. No meu formulário, um mais um é igual a um, e no vosso ?
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
you must
Aquela criatura com mania que é engenheiro é o Ricardo.
Aposto que encontram semelhanças bastante assertivas com o Shrek, é natural, não se sintam mal com isso.
Ora bem, provavelmente já conhecem este personagem de entradas anteriores e consciencializem-se que: tenho uma queda irreversível por ogres, mãos dadas e beijinhos no pescoço. Posto isto, e uma vez que metade da população mundial entendeu que estou psicologicamente bastante afectada com um caso de peixotodepêncida, vou namorar um bocadinho ao telémovel.
love, love like you never loved before
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sábado, 18 de setembro de 2010
#2 Letter to your crush
Paços de Brandão, 18 de Setembro de 2010
Melhor do mundo,
há coisas que nunca mudam, coisas que nunca irão mudar. Há coisas de uma inocência irresistível. Coisas que nos fazem andar perdidos em melodias e mundos de cores, sabores e aromas secretos. Coisas simples, as mais simples, as mais pequenas. Há coisas (ou momentos) que permanecem sempre iguais a si mesmas, numa fidelidade rara. E são essas coisas que nos enchem o coração, nos forram a alma de sonhos e nos pintam sorrisos impossíveis de esconder do resto do mundo. Sabe tão bem sentir que há coisas eternas, mesmo que durem uma fracção de segundo... Há coisas que nos dão asas e nos contagiam com uma realidade nunca antes imaginada. Há coisas que nos enchem a vida de céus azuis e a memória de recordações felizes. Coisas que nos transformam em astronautas e nos levam à lua em qualquer hora do dia. Há coisas assim, que nos dão vontade de sair por aí a cantarolar com os cabelos a esvoaçar ao vento. São coisas que nunca mudam - que nos ficam na pele, gravadas naquilo que somos- coisas que nunca irão mudar.
E é por isto e por todas as vezes em que, sem dizer uma única palavra, tu soubeste que o meu coração precisava de colo e estiveste lá para mim, que os nossos silêncios são os mais bonitos do mundo. Os nossos silêncios têm sempre a duração certa e sabem, com exactidão, quando devem dar lugar à força das palavras. Os nossos silêncios são contadores de histórias, têm asas e expressam felicidade. O teu silêncio é o único do mundo que me abraça e me aconchega nas noites tristes. O teu silêncio é feito de mimos e ternuras e eu sei que o teu silêncio jamais será vazio, como todos os outros silêncios.
Por mais que tente, não se explica, sente-se. ♥
Mariana Mello
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quando um mais um é um
"Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais
importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba
porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede,
porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar
comigo, porque recebi as flores mas pensava não serem para mim, porque não estava
em casa quando tocaste.
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos
impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente.
Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não
temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos
impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o
telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro
embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a
escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável,
vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os
bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede
de estar j
untos,
porque nada nem ninguém
é mais importante, do que nós."
(copy from somewhere, if the author shows up, contac me)





