domingo, 1 de maio de 2011

acho,

uma completa estupidez, alunos que no secundário frequentaram durante três ano o curso cientifico-tecnológico de ciências e tecnologias, sejam impedidos de ingressar no curso de Direito na FDUP. Isto deve-se ao facto de as provas de ingresso serem única e somente Português e História (ambas obrigatórias). Como aluna finalista do secundário candidata ao curso de Direito, sinto-me indignada. Não tendo a disciplina de História, jamais conseguiria fazer o exame com uma nota satisfatória e que me proporcionasse a entrada na dita faculdade. Em minha defesa, argumento que os alunos de Ciências e Tecnologias são, geralmente, indivíduos com um maior leque de conhecimentos, com uma mais profunda cultura geral, bom-senso e raciocínio lógico, uma vez que são postos em contacto com uma realidade notória e forçados a resolver questões com maior ímpeto social. Não quero, de modo algum, desvalorizar os alunos dos cursos Cientifico-Humanísticos (nos quais a matemática não está incorporada no plano de estudos), mas é de conhecimento geral que as vertentes do curso em questão direccionadas para a área de letras encontram-se lotadas, esgotadas atrevo-me a afirmar, enquanto que as áreas que envolvem economia e matemática apresentam um maior nível de empregabilidade assim como uma maior necessidade de docentes. 
Face esta desconfortável situação, penso que as formas de ingresso no mesmo curso deviam ser reformuladas, apresentando então alternativas para alunos que não frequentem as disciplinas especificas de Humanidades, como a realização do exame de Inglês (como acontece na Universidade de Coimbra) ou de Matemática em conjunto com a prova de Português. Sendo a Universidade do Porto tão prestigiada internacionalmente, devia abrir certas portas que se encontram fechadas, na medida em que se iriam formar profissionais competentes nas áreas jurídicas menos literárias, e quebrar o típico cliché em que Direito é equivalente a advocacia.

  

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